O marqueteiro do PT João Santana juntamente com sua comparsa Mônica Moura, fizeram novos depoimentos no último dia 21 ao juiz federal Sergio Moro e revelaram que mentiram no primeiro depoimento, de que o dinheiro recebido no exterior através de empreiteiras do Brasil era pagamento de campanhas no exterior, disseram isso para não prejudicar o processo de impeachment da então Presidente Dilma Roussef.

A verdade é que receberam em contas off-shore na Suíça restantes de dívidas das campanhas eleitorais de 2010, dinheiro este desviado da Petrobras para pagamento de caixa 2 de campanha. Dilma primeiro se calou e pressionada a falar, disse que não autorizou o pagamento de caixa 2. Suas narrativas de se desviar das responsabilidades não enganam mais nem uma criança, quem dirá um juiz, quando esta estiver frente a frente com este.

O uso da máquina pública e de empresas estatais tem servido para desviar dinheiro para si próprio, para os companheiros e para o partido. Tornou-se uma ferramenta para a manutenção do poder de um grupo que se uniu para saquear o país, com a intenção de viverem como os novos ricos sem nunca terem tido qualquer mérito para isso, e além de tudo, ainda deixarem a população na míngua.

Nas novas ditaturas modernas em voga no mundo, como Venezuela e Turquia, seus líderes tem obtido sucesso por utilizar uma estratégia em comum, primeiro obtendo acesso ao dinheiro público e de estatais, em segundo com esse dinheiro corromper todas as instituições na compra de apoio para aumentar seu poder e, por último já com as instituições aparelhadas os líderes conseguem barbarizar seus opositores e transformar a vida dos seus cidadãos em um inferno.

Quanto mais acesso ao dinheiro “do” público e das estatais, maiores as chances de se eternizar no poder, a extrema-esquerda sabe muito bem que seu sucesso depende de obter o poder totalitário e para isso precisa ter mais acesso ao dinheiro público e das várias Estatais. Uma sociedade “totalitária” – palavra cunhada por Mussolini, o Pai do Fascismo – definido também na sua famosa frase, “Tudo no Estado, nada fora do Estado, nada contra o Estado”, já dá uma ideia do que seja o poder totalitário do Estado sobre os indivíduos.

Como vemos em vários países pelo mundo, quanto maior o poder do Estado sobre a economia e a vida do cidadão, tanto maior é a corrupção e menor é a liberdade para seus cidadãos. O contrário de um Estado totalitário seria um Estado Livre, com menos intervenção na vida da sociedade e na economia, um Estado que zelasse pelos serviços essenciais e a manutenção dos direitos individuais de todos. Com um Estado reduzido ao mínimo as chances de corrupção seriam mínimas, pois seus líderes teriam pouco acesso ao dinheiro público (dos outros) e das empresas que seriam somente privadas e não estatais, assim reduzir-se-ia o risco do Brasil vir a sofrer a implantação de uma ditadura moderna, nos mesmos moldes que vemos na Venezuela e na Turquia.

A Desestatização é tão necessária no combate a corrupção endêmica, como a Desinfecção é tão necessária no combate as viroses endêmicas. A primeira em proteger a população do risco de líderes totalitários aumentarem seu poder de dizimar a economia de todos, a segunda em proteger a população do risco de epidemias aumentarem seu poder de dizimar a vida de todos.

Publicação original na coluna Visão Política da Gazeta Informativa impressa de 28/07/2016.

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