É nos países democráticos onde as liberdades individuais e principalmente a liberdade de expressão existem, e é justamente esses países que acabam sofrendo ataques de ideologias políticas que ojerizam o respeito as diferenças, o livre pensamento e a livre manifestação. Enquanto a esquerda luta por implantar um sistema político socialista baseado nos ensinamentos marxistas, com um estado gigante no controle econômico e a desconstrução da moral da sociedade, os direitistas pregam o conservadorismo da moral e dos bons costumes e um livre mercado na economia com alguma regulação estatal. Já distante delas estão os libertários, que visam tão somente o respeito as liberdades individuais, tanto econômicas quanto sociais, para que os indivíduos possam empreender e viver livremente respeitando a diversidade e as liberdades alheias.
Quando a esquerda deu início no chamado bolivarianismo na América Latina e suas políticas socialistas, muitos acreditaram nas mentiras ditas por seus líderes, mas o que se viu depois de aproximadamente uma década nesses países, foi a destruição das economias de seus cidadãos, empurrando os países ao anacronismo. Mas como todo criminoso que quer se safar da culpa pelo crime, assim os líderes falam que algo saiu errado pelo caminho e que a culpa é sempre de um bode expiatório, do imperialismo, das elites, ou qualquer um que possam jogar a culpa.
Na Venezuela vemos que o socialismo tem sido implacável com seus cidadãos, felizmente em um mundo conectado com comunicação instantânea e internet, não há como esconder as atrocidades feitas pelas políticas esquerdistas por lá. Aqueles que apoiavam Hugo Chaves e seu sucessor Maduro, se esquivam em assumir que lá o socialismo deu certo. Na verdade tentam achar algum culpado, como Maduro fala repetidamente para ludibriar a população culpando os donos de fábricas e os comerciantes pelo desabastecimento. Sendo que na verdade o que Maduro fez foi dar continuidade ao projeto bolivariano de Chaves, denominado de “Socialismo do Século XXI”. Este que vem desastrosamente levando a sociedade venezuelana ao caos, a miséria, a fome. Lá o regresso civilizacional já é comparável a vida selvagem.
Foi fácil esconder as atrocidades e o definhar da economia, só precisaram censurar a mídia, aparelhar o judiciário, comprar as forças armadas, criar a polícia unificada bolivariana sob um comando central, tudo regado a corrupção e dando poderes a seus sicários. Praticamente todas as instituições foram hegemonizadas para dar poder absoluto ao presidente que governa por decreto. Se no Brasil o PT tivesse conseguido aprovar leis para esconder a corrupção e fazer o que Chaves e Maduro fizeram com as instituições, talvez hoje já estivéssemos vivendo a mesma realidade dos venezuelanos. Luciano Ayan, blogueiro e escritor dos site Ceticismo Político, lembra que a Venezuela ainda não chegou ao nível máximo do socialismo, daria para dar uma nota 8. Uma nota 9 seria para Cuba e um 10 para a Coréia do Norte.
O intelectual francês Raymond Aron (1905-1983) em o “Ópio dos Intelectuais” (1955), já dizia, “Desejamos a chegada dos céticos, se eles puderem extinguir o fanatismo”. Graças a internet, o acesso a informação tem sido uma grande arma contra o fanatismo e as políticas ditatoriais, a colaboração mútua entre as pessoas ao redor do mundo, estão transformando os discursos falaciosos dos fanáticos em pó. Ayn Rand (1905-1982) também em sua obra “A Revolta de Atlas” (1957) diz, “você pode ignorar a realidade, mas não pode ignorar as consequências de ignorar a realidade”. O socialismo até hoje somente deu certo para seus líderes e seus sicários, que saqueiam o Estado e levam uma vida nababesca à custa dos demais. Ninguém hoje diz abertamente apoiar o que se passa na Venezuela, pois passaria vergonha publicamente em defender o indefensável.

Publicação original na coluna Visão Política da Gazeta Informativa impressa de 21/07/2016.

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