O STF vem sendo alvo de críticas nas redes sociais, primeiro pelo seu comportamento complacente com criminosos que estão sendo investigados nas operações da Polícia Federal e, em segundo pela censura que vem praticando contra manifestantes que denunciam esse mesmo comportamento complacente.

Como exemplo do alinhamento do STF, na Operação “Custo Brasil” onde foi preso Paulo Bernardo, ex-ministro dos governos de Lula e Dilma, este conseguiu em poucos dias um habeas corpus concedido pelo Ministro Dias Toffoli. Como lemos no site apyus.com, nos últimos cinco anos foram pedidos 2.894 vezes este tipo de manobra no STF, sendo somente concedido em 13 (treze) ocasiões. A 14ª foi a de Paulo Bernardo, abrindo precedentes que praticamente tornarão impossíveis novas delações premiadas além das obtidas pela Lava Jato. Somente em 99,55% das vezes, o STF decidiu em caminho oposto ao escolhido pelo Ministro José Antônio Dias Toffoli, um ex-advogado do PT indicado pelo Presidente Lula ao cargo de Ministro do STF, aos 41 anos sem qualquer experiência como juiz, pois jamais passou em um concurso para o cargo.

Enquanto a Justiça de Curitiba já produziu na Operação Lava-Jato, 106 condenações, contabilizando 1.148 anos, 11 meses e 11 dias de pena, o STF até o momento não produziu nenhuma condenação. Assim, os movimentos populares vêm pressionando a Suprema Corte por mais coerência nas suas decisões em favor do Brasil e não em favor da impunidade da Corrupção. A proliferação dos bonecos gigantes infláveis conhecidos por Pixulecos, satirizam seus representados: Pixuleco (Lula), Bandilma (Dilma), Teoridra (Teori), Toffoleco (Toffoli), Petrolowski (Levandowski) e Enganô (Janot), são alguns exemplos. Carla Zambelli, outra mulher guerreira e que não se intima com a violência e perseguição que vem sofrendo por movimentos fascistas, é representante do “Movimento NasRuas” que criou os dois últimos bonecos, Petrolowski e Enganô, e é alvo da investigação de iniciativa do STF. Ela não vê motivo para as investigações e condenou como grave ameaça a decisão do Ministro Ricardo Levandowski. As passeatas pró-PT, já tiveram bonecos como do Juiz Sergio Moro, do Deputado Eduardo Cunha e do Senador Aécio Neves, e nenhum deles pediu para censurar e investigar seus mentores.

Jornalistas como Eliane Cantanhede e Joice Hasselmann estranharam a decisão do Presidente do STF que alegou ferir sua “honra” e “a credibilidade do Poder Judiciário”. Assim como os bonecos, charges são usadas para satirizar incoerências e denunciar abusos de poder por autoridades ou figuras públicas. Proibir essas manifestações além de ferir a liberdade de expressão é um risco para a democracia. Os chargistas do Charlie Hebdo foram assassinados por fascistas islâmicos radicais, por satirizarem Maomé em charges. O STF com essa decisão também está “assassinando” a liberdade das pessoas em protestar contra a incoerência daquelas que são pagos com o dinheiro tirado dos pagadores de impostos. Por isso, “Somos Todos Pixulecos”.

Publicação original na coluna Visão Política da Gazeta Informativa impressa de 14/07/2016.

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