Janaína Conceição Paschoal tem sido uma mulher guerreira e de muita valentia, é uma jurista brasileira, professora e doutorada em direito penal pela Universidade de São Paulo, tornou-se conhecida por protocolar o pedido de impeachment contra a presidente Dilma Vana Rousseff na Câmara dos Deputados, também é advogada que representa a acusação no processo de impeachment que está ocorrendo no Senado. Uma mulher que não se intimida pelas ameaças que vem sofrendo, tanto pela violência psicológica como pela ameaça a sua integridade física que está em risco. Em se tratando de alguns doutrinados defensores de regimes tirânicos, que estão em histeria por perderem sua boquinha, não se pode acreditar que eles estejam somente a fazer um bulling sobre Janaína para tentar pará-la, mas sim querendo destruir sua capacidade combativa e se preciso for interromper seu trabalho na marra, como fazem quando interrompem o direito à vida de alguém. Os próprios parlamentares que defendem Dilma são os primeiros a darem a dica a toda militância.

Tivemos uma demonstração de intimidação e de ataque a sua liberdade quando a Senadora Gleisi Hoffmann mandou que ela se calasse, intimando a não dizer o que pensava durante o seu tempo na comissão, pois não era Senadora. Tendo ela o direito a palavra novamente, não só falou que não se calaria como deu uma lição de moral na “nobre” Senadora.

Várias narrativas lançadas pelos defensores de Dilma, formada pelo quarteto fanático de Senadores, Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), Lindbergh Farias (PT-RJ), Gleisi Hoffmann (PT-PR) e Fátima Bezerra (PT-RN), foram exaustivamente desmontados tanto pela advogada Janaína Paschoal como pelos demais Senadores. Suas estratégias de prolongar o processo e ultrapassar o prazo de 180 dias do afastamento de Dilma para que ela reassuma a Presidência, não está sendo efetivo, assim como a convocação de mais de 40 testemunhas de defesa e a ajudinha do Presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB-AL), o julgamento está previsto para ser entre os dias 25 a 27 de Agosto, após as Olimpíadas.

Mas os ataques contra a Professora Janaína não foram somente dentro da comissão, recentemente quando ela estava no aeroporto em Brasília, foi recebida por uma orla de militantes petistas que a agrediram verbalmente, xingando-a de “corrupta”, “vagabunda”, “fascista” e outros nomes pejorativos. Não bastasse, ainda gritavam a mínima distância física dela, quase se encostando e cuspindo com suas bravatas. É exatamente desta forma que agem os verdadeiros fascistas. Quando apelam para a intimidação, a violência, usam termos, pejorativos, agressivos e raivosos, com celular e filmadora em mãos prontos para flagrar uma reação de revide e usar contra ela depois. Mas ela muito sabiamente se conteve e os agressores ficaram somente com suas próprias agressões.

O problema em deixar que esses grupos façam ameaças a uma pessoa comum que luta contra o assalto cometido no Brasil praticado por pessoas indefensáveis, é que eles irão subir o tom e as táticas de violência, até chegar a agressão física e ao cerceamento da sua liberdade. A tática de nutrir ódio contra alguém considerando-o um inimigo, incita outros militantes a fazerem o mesmo e partirem para a agressão física contra esse inimigo. Vemos isso sendo usado o tempo todo pela extrema-esquerda. Isso valida seus atos de violência pois constroem o desengajamento moral na militância para com as suas vítimas, desumanizando-a, então qualquer violência praticada contra ela é um ato heroico. Em nada difere do que os fascistas faziam.

Publicação original na coluna Visão Política da Gazeta Informativa impressa de 07/07/2016.

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