Dilma Roussef a essas horas já deve ter recebido sua carta de demissão, mas antes vamos ver alguns dos motivos do porque não haverá mais golpe. Não, não me refiro a narrativa dos extremistas de esquerda que repetem “é golpe tirar uma presidente”. Me refiro aos vários golpes cometidos por uma presidente que estava levando a cabo o afundamento do Brasil em uma grave crise econômica, social, política e institucional, conforme os planejamentos feitos pelo seu partido em seus vários congressos, que na verdade deveriam serem nomeados de “rituais satânicos”.

Ives Gandra da Silva Martins, professor emérito de várias universidades e jurista renomado, definiu muito bem quem está dando o golpe, em seu artigo no Estadão com o título “Dilma, a presidente golpista”, ele elencou vários golpes cometidos pela ex-presidente da república, segue:

“Vejamos por que é golpista a presidente. Em primeiro lugar, deu um golpe na Nação ao mentir espetacularmente na campanha eleitoral, alardeando que o país estava bem em 2014, quando já estava falido. Esse estelionato eleitoral permitiu que, por margem mínima de votos, superasse seu opositor, que teve quase os seus 54 milhões de votos.

A mentira presidencial, desventrada nos primeiros dias de seu segundo governo, tornou-se mais clara quando o Tribunal de Contas da União descobriu as pedaladas fiscais, que mascararam, no ano eleitoral, o orçamento federal. Feriu, pois, os artigos 165 a 169 da Lei Suprema e a Lei de Responsabilidade Fiscal. Mentiu para os eleitores que as contas públicas estavam sob controle quando já estavam absolutamente desorganizadas.

Deu, também, um golpe na economia. Em seu desastroso governo, prevê-se queda de 10% do produto interno bruto (PIB) nestes dois primeiros anos. Outro golpe foi desferido no controle inflacionário, permitindo que a inflação chegasse a 10%. Deu ainda golpe fatal no emprego, gerando 11 milhões de desempregados. Na sequência, deu um golpe no dinheiro dos contribuintes ao permitir que seu governo fosse o mais corrupto da História do mundo. Deu, por fim, um golpe na credibilidade do seu cargo ao prometer juros baixos e mantê-los em nível que consome mais de R$ 500 bilhões por ano para seu giro. O mais grave, todavia, reitero, é o golpe contra as instituições, ao desqualificar a atuação da Suprema Corte e do Parlamento brasileiro, chamando-os de golpistas.

Neste quadro, o que torna o golpe pior no comportamento da presidente é procurar enganar governos de outros países – como enganou o eleitor em 2014 – na busca de apoio de outras nações às suas teses insubsistentes. Pretende que governos bolivarianos imponham sanções ao Brasil.”

Uma bela avaliação da execução dos planos golpistas do governo. Desde que o ex-Presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha foi suspenso de suas funções presidenciais e legislativas pelo STF, não ocorreu nenhuma manifestação em sua defesa vinda daqueles que defendem o impeachment da presidente da república. Se não houvesse a pressão da sociedade e se dependesse da vontade do Congresso e do Senado, não haveria nenhuma ação política pró-impeachment.

IMPEACHMENT NÃO VAI TER GOLPE

Com o impeachment da presidente veremos quem estará do lado dos brasileiros. E para os que ficarem do lado dos saqueadores do Brasil, só nos resta dizer, não haverá mais golpe.

Publicação original na coluna Visão Política da Gazeta Informativa impressa de 12/05/2016.

link: http://www.gazetainformativa.com.br/

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