Um criminoso quando é pego com a “boca na botija” logo sai dizendo “eu sou inocente”, um psicopata estuprador pedófilo nunca assume que cometeu um crime, diz somente “eu fui seduzido”, um ladrão quando é desmentido também sai com “era para minha sobrevivência”.

Bandidos, criminosos, psicopatas, são um problema na sociedade e esta necessita colocá-los em quarentena, para que as demais pessoas de bem possam conviver em uma sociedade civilizada e poderem trabalhar com segurança e com a garantia de sua propriedade privada, da sua vida e de sua liberdade.

O senso comum criado a partir de narrativas, por políticos, formadores de opinião e “intelectuais”, que defendem determinado partido político ou ideologia, são disparados nas mídias e automaticamente repetidas por vários militantes e partidários simpáticos as mesmas ideologias e de tão repetidas acabam muitas vezes sendo aceitas pela maioria da população sem ser criticamente questionada. Ou esses simpatizantes são inocentes a ponto de se deixarem serem enganados, isso talvez a psicologia tenha uma boa explicação, ou fazem com a intenção propositada em apoiar a implantação de certas ideologias que deixará toda uma nação de joelhos.

Muitos políticos entendem que o senso comum é facilmente manipulado e assim usando técnicas de marketing buscar inverter um determinado padrão de comportamento da maioria. Por isso é preciso sermos críticos com a política, termos consciência de que tudo em se tratando de política tem interesses escusos que muitas vezes não se vê. Como exemplo as ideologias que mentem, enganam, dissimulam, sabotam, com a intenção de se implantar um regime totalitário. Um sistema que vende um paraíso na terra pode ser sedutor para a maioria da população que se vê em situação difícil de vida, que trabalha, tem suas crenças, e busca melhor qualidade de vida, pode ser uma presa fácil para a política, e que depois de seduzir e a sua farsa vir por terra comportar-se como um criminoso citado acima, ao ser revelado seus crimes sai dizendo, “mas eu tive a maioria dos votos nas urnas”, “não existe crime de responsabilidade”, “tudo não passa de um golpe”.

No processo de impeachment da câmara dos deputados, os apoiadores do governo e contra o impeachment, repetiam o mesmo discurso com a mira apontada para o alvo que lhes interessa derrubar, na tentativa de moldar o senso comum, seja acusando seus opositores de cometerem crime e criando uma narrativa para reduzir seus próprios crimes a meros golpe da oposição. Vimos a extrema-esquerda do lado do governo dedicar seus votos a terroristas do passado como Prestes, Marighella, Lamarca, e da extrema-direita contra o governo dedicações ao torturador Ustra. Uma época sombria que o Brasil viveu e que ainda é tentadora para alguns políticos.

O Brasil vive um momento de mudanças políticas e as narrativas estão aí para tentar convencer e seduzir simpatizantes e indecisos a determinadas preferências políticas, independente dos crimes que tenham cometido, tentam a todo custo suavizá-los, como justificando que para se atingir bons fins são necessários maus meios, nada mais falacioso. É preciso ver com que intenção determinados atos são praticados e seus modus operand, não sermos complacentes com aqueles que querem a implantação de regimes totalitários com a intenção de retirar liberdades individuais conquistadas e sermos servis a poucos indivíduos no poder.

Publicação original na coluna Visão Política da Gazeta Informativa impressa de 05/05/2016.

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