A censura é uma das palavras muito utilizadas pela extrema-esquerda para se referir ao período em que os Militares tomaram o poder de 1964 a 1985, naquela época, a imprensa, intelectuais, artistas e alguns apoiadores dos regimes totalitários comunistas que viviam no Brasil eram vigiados e suas manifestações censuradas, principalmente quando incitavam a violência, a luta armada e quando expressava a ideologia de extrema-esquerda comunista.

O governo militar foi aclamado pela população em 1964 ao assumir o poder, entre outros regimes que estavam para se instalar no Brasil e implantar uma ditadura, como a que estava em curso no governo de João Goulart e outros tendo apoio de comunistas e da extrema-esquerda para implantar a ditatura do proletariado, como ocorrera na URSS, Cuba e na China. O governo militar cometeu excessos, pelo despreparo de seus líderes e sob os ataques terroristas dos revolucionários de extrema-esquerda, várias liberdades entre elas a de expressão foram combatidas e a democracia ficou em segundo plano.

O atual governo federal, de extrema-esquerda, é um grande combatente das liberdades, principalmente a de expressão. Durante os últimos 13 anos o governo vem tentando implantar a censura na mídia, sob o eufemismo de “democratização” da mídia. Em 2004 criaram o Conselho Federal de Jornalismo para “orientar, fiscalizar e disciplinar”, leia-se censurar, não passou. Em 2010, antes das eleições, tentaram criar a Lei Geral de Comunicação Social e a Agencia Nacional de Comunicação, também não vingou.

Em todos os regimes de extrema-esquerda que se instalaram em países como Cuba, China, Coréia do Norte, alguns países da África, Venezuela, Argentina, Bolívia, ocorreram a censura da mídia, seja de forma sutil cortando verbas para os que criticam o governo, seja de forma autoritária, perseguindo, processando, prendendo, demitindo de seus empregos e até com o fechamento ou estatização de jornais, rádios, TV, sob acusação de crime de ódio ou qualquer invenção de crime que cale os opositores e esconda as atrocidades cometidas pelo governo.

Em 2012 o corrupto José Dirceu disse, “O PT tem três prioridades: Regular os Meios de Comunicação, fazer a Reforma Política e provar a farsa do mensalão”. Em reunião na semana passada (08/04/16), o ex-ditador Lula destilou toda sua ira contra a imprensa: “Eles destilam ódio no horário nobre. Estão tentando transformar o Brasil numa sociedade dividida meio a meio. Não pode continuar nove famílias mandando na comunicação deste país. Nem fizemos tudo o que queríamos fazer, e uma das coisas é a regulamentação dos meios de mídia”.

Após os protestos de 2013 e após as eleições 2014 o governo ressuscitou os projetos de implantação da censura da mídia, mas não conseguiram “apoio” no congresso. Se tivessem conseguido, hoje o cidadão brasileiro não teria acesso as informações sobre corrupção e sobre a destruição da economia deliberada pelo governo. Ditadores não gostam de serem contrariados, desmascarados e de correrem o risco de perderem seu poder, por isso buscam implantar a hegemonia totalitária nas instituições e o controle daquilo que é divulgado para a população, censurando a mídia.

 

Publicação original na coluna Visão Política da Gazeta Informativa impressa de 14/04/2016.

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