O ex-presidente Lula vem travando um grande embate com a justiça nas últimas semanas, desde que começou a ser investigado. Em setembro de 2014 foi convidado a depor como testemunha sobre inquérito complementar do mensalão de suspeita de repasses ilegais da Portugal Telecom ao PT,  disse que soube do convite pela imprensa, mas fazia sete meses que a PF tentava a oitiva. Em 2015 foi pedido para ouvi-lo nos desdobramentos da Operação Zelotes, onde a empresa de seu filho mais novo era investigado por receber dinheiro de empresas envolvidas na venda de sentenças no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF). Na Operação Lava-Jato, Lula era citado como beneficiário e que tivesse conhecimento do esquema de corrupção, “um esquema de poder político alimentado com vultuosos recursos da maior empresa do Brasil”. O Instituto Lula informava que o ex-presidente desconhece os pedidos de depoimento.

A cada intimação para depor, havia sempre uma protelação para não comparecer, até a condução coercitiva no fatídico dia 04/03/2016. A pedido do MPF, o juiz Moro despachou: “O mandado SÓ DEVE SER UTILIZADO E CUMPRIDO, caso o ex-Presidente, convidado a acompanhar a autoridade policial para depoimento, recuse-se a fazê-lo”, “que NÃO deve ser utilizada algema e NÃO deve, em hipótese alguma, ser filmado ou, tanto quanto possível, permitida a filmagem do deslocamento do ex-Presidente para a colheita do depoimento”, tudo sob a forma da lei. Todos já sabemos o que ocorreu depois do depoimento, a metralhadora de acusações feitas pelo investigado contra os investigadores, imprensa, oposição, etc.

Após ver o risco de ser preso, havia uma carta na manga para se esquivar das investigações da justiça de Curitiba, ser Ministro e ter foro privilegiado. No inicio do mês o Vice-Líder do Governo na Câmara, Silvio Costa do PTdoB disse, “se o presidente Lula achasse que iam pegar ele, que ele ia ser culpado, (…) ele virava ministro de Dilma. (…) Se ele estivesse com medo, por exemplo, ele teria aceito e estava hoje com foro privilegiado.” Lula até tentou ser ministro da Casa Civil, de acordo com as palavras do próprio Silvio Costa, Lula confirmou sua culpa.

A justiça de Curitiba acabou tirando o sigilo do processo e liberou as escutas telefônicas, mesmo sob risco de prejudicar as investigações, mas ao menos a população pode ouvir o verdadeiro Lula.

Assim, todos puderam conhecer como pensa e age o Lula. Sua verborragia em conversas nos telefonemas com seus correligionários, seu desprezo para com os delatores, seu cinismo com a Presidente e com os pobres, seu machismo com as mulheres, entre outras conversas estarrecedoras.

Quando Lula fala em frente às câmeras é uma pessoa. Até pouco tempo atrás se passava pelo “Lulinha paz e amor”. Quando passou a investigado, parecia estar em comício, atacando e acusando os investigadores daquilo que ele cometeu, crimes.

Quando Lula fala por trás das câmeras, demonstra ser ou outra pessoa, a que ele é. Usando palavras de baixo calão, menosprezando aliados, desprezando as instituições e seus representantes, destilando preconceitos com as mulheres e pobres, ameaçando todos que se puserem em seu caminho e contra o seu objetivo de poder, o de transformar o Brasil em um sistema socialista e de hegemonia totalitária.

É o verdadeiro duas caras, um protoditador que faz o diabo para manter sua vida nababesca sem o mínimo esforço.

Publicação original na coluna Visão Política da Gazeta Informativa impressa de 24/03/2016.

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