Os políticos estão constantemente em busca de visibilidade, para isso utilizam todos os recursos disponíveis ao seu alcance para conseguir manter em alta sua aparição na mídia, desde que ela seja positiva, claro. O atual uso da máquina pública é o meio mais utilizado para levantar recursos e disso a esquerda não abre mão. Exemplos não faltam:

– gastos em publicidade para fazer propaganda em prol da melhoria da imagem política, em vez de ser utilizada para campanhas de utilidade pública e de conscientização;

– compra da mídia para fazer propaganda partidária e ideológica e omitirem ou suavizarem as falcatruas cometidas por seus integrantes e partidários;

– patrocínios à blogsfera progressista, também conhecida como blosta, uma abreviação dos “BLOgs eSTAtais”, que são patrocinados por empresas públicas, aquelas com maioria das ações pertencente ao governo, como Petrobras, Correios, Caixa, Banco do Brasil, para fazerem propaganda em prol do governo. Esses meios de comunicação pertencente a militantes partidários, disfarçados de jornalistas ou intelectuais, que vivem da verba estatal pagos pela população, produzem conteúdos falaciosos com o propósito de moldar o senso comum, usando rotulagens positivas a favor do governo e negativas para oposição;

– a Lei Rouanet, utilizada frequentemente por artistas, produtores, músicos, cineastas, intelectuais, etc., integrantes dos meios culturais, que recebem verbas para suas produções, chegando a valores milionários. Os projetos para serem aprovados devem passar pelo crivo ideológico do governo, sempre a favor de seus interesses ou de seus camaradas;

– por último, temos os desvios de dinheiro em obras públicas do governo e em estatais, que retornam para os bolsos dos políticos ou como doações ao partido. Após se esbaldarem até acabar com os recursos públicos, o atual governo se beneficiou das doações “privadas”, que na realidade não eram privadas, mas dinheiro público e de estatais transferidos pelos amigos obreiros que orbitam o governo atrás de uma “verbinha”.

Assim esse governo tem total controle sobre as verbas públicas, destinadas a fazer propaganda ideológica a seu favor, aumentando sua visibilidade, como em uma campanha partidária. A oposição somente poderá usar verbas do fundo partidário ou do próprio bolso e de pessoas físicas nas eleições. Desde que o STF deu o golpe na democracia em 17/09/2015, proibindo as doações de empresas privadas para campanhas, o partido que governa dispõe agora de todo aparato público com recursos ilimitados para suas propagandas partidárias. Já a oposição terá recursos limitados para contra-atacar as rotulagens e mentiras propagandeadas pelo governo e de seus sicários da reputação alheia.

A rotulagem é um método muito utilizado na política, principalmente pela esquerda. Segundo David Horowitz, ex-marxista e iludido com a ideologia esquerdista, atualmente defensor da liberdade contra essa tirania, define muito bem alguns princípios da arte da guerra política e diz que, “a esquerda compreende muito bem, mas a direita não”. Ele cunhou o termo “verdade na rotulagem” e disse que republicanos devem usá-la sempre que a rotulagem vinda da esquerda é feita com suas mentiras. Portanto, devemos desmistificar as rotulagens, para não sermos meros funcionais do senso comum de tiranias.

Publicação original na coluna Visão Política da Gazeta Informativa impressa de 25/02/2016.

link: www.gazetainformativa.com.br

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