O ano político começou neste mês de fevereiro. Na primeira cessão de abertura dos trabalhos legislativos, a Presidente Dilma fez seu pronunciamento aos congressistas entre vaias e aplausos, pedindo a contribuição do Congresso Nacional para continuar suas atitudes e gastos do executivo. Entre vários pedidos que colocam de joelhos o povo brasileiro, o governo quer o apoio do legislativo para a implantação da CPMF, conhecido como “imposto do cheque”. As vaias até foram leves pelo nível de afronta feita aos representantes do povo com um pedido deste. Alguns congressistas até mostraram faixas e placas com dizeres “Xô CMPF” e “O Brasil não aguenta mais você. Cai fora!”. Após ter destruído intencionalmente a economia, cometer pedaladas fiscais rotineiramente, fazer a população de trouxa para vencer as eleições mentindo despudoradamente, usar artimanhas políticas e o toma lá da cá, agora não tem de onde mais arrancar dinheiro para “pedir” apoio da base aliada. Cinicamente convoca os congressistas para aprovar pacotes de maldades aos brasileiros.

Não há nenhuma atitude decente do governo para cortar gastos, como reduzir os 31 ministérios e várias autarquias que consomem bilhões para mantê-los, os mais de 100.000 cargos comissionados  para sustentar milhares de apadrinhados, os pagamentos de publicidade estatal para bancar vários propagandistas do governo, o dinheiro público para  artistas e projetos culturais que fazem propaganda para o governo e que se não fosse pela verba estatal, nenhum público pagaria para assistir devido a péssima qualidade, viés ideológico e por terem necessidades mais importantes.

É bom lembrar que a verba destinada para sustentar os partidos políticos foram triplicados, digo, sustentar políticos, e isso é dinheiro arrancado do povo e gasto pelos políticos para mentir para o povo. A presidente em seu pronunciamento no congresso repete as mesmas promessas de sempre, como se estivesse em um comício fazendo campanha, em uma narrativa que somente bebês ainda acreditam e com um fonema para boi dormir. O fato é que não há nenhuma vontade por parte do governo para reduzir o gasto estatal, são muitos os simpatizantes do governo que esperneiam caso sejam cortadas suas verbas e ameaçam deixar de apoiá-lo, por isso o governo não tem um compromisso sério com a verdade e com o bem estar da população. Mas sim com sua militância em troca de dinheiro para continuarem fazendo propaganda a favor do governo.

O pedido de apoio ao Congresso em uma parceria para as reformas é como um golpe dado ao povo brasileiro. Ao mesmo tempo em que o governo acena como quem estende uma bandeira branca para oposição, os seus simpatizantes desferem golpes pelas costas destes, estando sempre postos a feri-los na menor distração. O discurso sempre cheio de eufemismo é logo depois substituído pelos ataques vindo de partidários e de militantes pagos com verba estatal. Quem fica alheio a política houve somente aquilo que soa ao sabor do vento, as frases prontas, os textos bem feitos por propagandistas, a repetição eco por todos os cantos aonde a verba pública alcança.

Precisamos entoar de volta o som eufemístico vindo do governo, decodificando-o, filtrando e rebatendo de volta os ruídos, eliminar as erva daninhas que sugam a seiva da população que trabalha, estuda, busca meios de sobrevivência e que tem de sustentar a gula de um estado que a cada dia quer tirar mais do couro dos que lhe sustentam.

A solução política e econômica para o Brasil está em desmascarar aqueles que enganam a população em busca de retirar mais dinheiro desta, quebrando o eco que ensurdece a todos, passando desta forma mais confiança para os agentes do mercado com previsibilidade e estabilidade política e econômica, para estes poderem investir e todos voltarem a sonhar com um futuro melhor para o Brasil.

Publicação original na Gazeta Informatica impressa de 11/02/2016.

Link: http://www.gazetainformativa.com.br/

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