A inflação de 2015 no Brasil superou a casa de dois dígitos em praticamente todos os índices levantados por vários institutos de pesquisa sendo o maior desde 2002. As famílias já perceberam a redução do poder de compra do salário que recebem no final do mês. O plano real foi responsável pelo inicio do crescimento sustentável da economia e pela redução da pobreza, através da estabilidade da moeda. Antes do real a inflação era exorbitante e o dinheiro perdia valor rapidamente. O salário que você tinha a receber no fim do mês não dava para comprar as mesmas coisas do inicio do mês. Podemos dizer que a inflação retirava uma grande parte dos salários.

Também no inicio do plano real o percentual de impostos pagos pela população em relação ao PIB – Produto Interno Bruto estava na faixa de 27% e 2015 é previsto em torno de 37%. Estes aumentos de impostos, que são incorporados no preço final dos produtos, fazem os salários perderem também seu poder de compra, como ocorre com a inflação. Para 2016 o Governo planeja a volta da CPMF e apesar de não ter combinado com a maioria da base aliada na Câmara de Deputados, está contando com isso para aumentar sua arrecadação.

Quanto mais impostos a população é capaz de suportar? O custo da máquina pública só tem aumentado e o governo tem gasto mais do que arrecada. Uma frase de Millôr Fernandes define a arrecadação dos impostos: “Arrancam-me tudo à força e ainda me chamam de contribuinte.

Aquilo que o governo gasta a mais do que arrecada em impostos, ele precisa recorrer a empréstimos no mercado via emissão de títulos públicos. A dívida publica do Brasil no inicio do plano real era de 32,5% do PIB e atualmente a previsão é de 70% e subindo. Tanto o aumento da dívida pública que nada mais é que a impressão de moeda para financiar os gastos do governo, quanto o aumento de crédito promovido pelo Banco Central, implicam em aumento da moeda no mercado. Sabemos que a oferta de um bem em excesso perde seu valor quando não há uma demanda equilibrada, a lei da oferta e da demanda rege a economia.

Além de buscar meios de aumentar os impostos, o governo tem gerado a inflação através do aumento de moeda no mercado e de propósito para desvalorizá-la, criando desta maneira um imposto de forma indireta. A inflação afeta principalmente os assalariados, recebedores de bolsa família, desempregados, os endividados com bancos que corrigem a divida com base na inflação, todas essas pessoas estão pagando a conta dos gastos excessivos do governo com a inflação. Os impostos são arrecadados de várias formas, os principais são sobre o salário, a renda, o consumo, o patrimônio, segundo portal tributário, o brasileiro paga 92 tipos de tributos, tendo que trabalhar 5 meses do ano para pagá-los.

Tudo o que você necessita para sua sobrevivência, desde itens mais básicos como remédios, cesta básica, energia, água, tem impostos. Quanto mais você trabalha para melhorar sua qualidade de vida, mais impostos você paga, ou melhor, lhe arrancam a força.

Entre todos os impostos o mais cruel deles é a inflação. São os mais pobres os primeiros a sofrerem com a retirada de parte de seus salários de seus míseros ganhos. Essa é a maneira usada pelo governo para financiar seus caprichos a custa dos menos favorecidos.

Originalmente publicado em 28/01/2016 em:

http://www.gazetainformativa.com.br/o-governo-e-pe…-com-os-pobres/

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